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11 de janeiro de 2017

Da inocência de então nada mais resta





Da inocência de então nada mais resta
Até as flores perderam o viço
e o branco desbotou
nos ombros carrego o peso da vida
e nos olhos as alegrias e as tristezas
que a mesma me concedeu
nos braços a mesma força
e nos olhos a mesma candura de sempre
Talvez falte a frescura
dos meus 20 anos
mas nem o tempo apaga aquilo com que nasci
Batalhadora e guerreira
hei-de ser a vida inteira
nem que os braços me tombem
e as flores acendam labaredas de tristeza
O caminho é o mesmo!
Só os sapatos mudam!
Talvez mude o trilho mas nunca o objectivo
SER FELIZ!
De qualquer jeito
com quem tiver de ser
Importa é não perder
esse halo no peito
que se sente quando se inspira
e se percebe
que a VIDA
sempre esteve ali...
Fomos nós que a perdemos de vista
por breves instantes!


*são reis *
(11jan17)