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11 de outubro de 2015

Quando você some


Quando você some

Há um descontrole em meu pensamento
Há um fervilhar de palavras tão sentidas
Um querer gritar à caneta, papel e vento
Há composições em mim tão reprimidas.

Existe um cheio de vazio em cada minuto
Um espaço que corre sem ser preenchido
Uma lacuna, de sua ausência um atributo
Há chuva de anseio em verso esbaforido.

Não há tristeza, há somente um cuidado
Há um querer pegar e acarinhar no colo
Há uma certeza de ternura tão sem dolo.

Existe tanto fato em mim que fica calado
O desejo de ver você é que me consome
Quase me desconheço quando você some.
 
 Raquel Ordones/Uberlândia MG