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4 de setembro de 2015

Saudade virtual



Saudade virtual

Quem inventou aqui esta saudade
Não saberia ainda com certeza
O quanto ela pode ser veleidade
Neste mundo volúvel de incerteza

Saudade de alguém e porquê afinal
Não o saberemos nós por certo
Neste iludido "mundinho" virtual
De parcos sentimentos tão incerto

E a tinta preta em papel branco
Deixa por vezes aceso um sonho
Gera belas palavras de encanto
Que amanhecem de olhar tristonho

Saudades de um grande amor
Que pode por vezes nem existir
Sentir de um momento de ardor
Mil vezes preferível não sentir

Saudade que de virtual não é indolor
Temem-se tais sentimentos sentir
Será fiável acreditar nesse calor
Que por agora deixa a alma a sorrir

© Catarina Pinto Bastos