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26 de setembro de 2015

E S T R E L A


 
 E S T R E L A

Sou uma estrela solitária, entre tantas mil estrelas,
Sou o cintilar de uma delas que não se deixa ofuscar,
E que não se apaga diante ao raio do sol esquecido,
Antes, tão reluzente tal fogo em pura brasa
Atualmente um pouco de brilho enfraquecido
Que o teu ardente e fascinante desejo arrasa
Sou efêmera tal qual a terrena e sofrida vida
Sou sensível, mas ousada e um tanto atrevida
Sou frágil, mas por nada me dou por vencida
Sou falível, mas busco sempre me aperfeiçoar
Sou eterna nas minhas agruras e dores
Sou transitória, anjo e mulher de fases
E conseqüentemente de muitos amores
Sou um tanto de romantismo da poesia que resta
Sou um tanto de melodia que ainda dói no peito
Sou a rima do verso que nunca ninguém encontrou
Sou a onda que se quebra, mas retorna com insistência
Num recomeçar quase lento, depois forte e incessante
Sou a espuma branca na areia que se apaga num instante.
Sou um coração por inteiro, num eterno beijo ofegante
Que nunca se cansa que ainda crê no amor verdadeiro
Sou aquela que luta que ama e que quer o teu calor
Sou quem nunca desiste, apesar de tamanha ser a dor
Sou simplesmente uma rosa, anjo, menina e mulher
Assim mesmo, me vejo como outra mulher qualquer
Sempre a tua espera, e que pelo teu amor se desespera
Contudo, sempre pronta, para tudo o que der e vier!

Irlene Chagas