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14 de abril de 2015

Silêncio complacente




Silêncio complacente

Silêncios de mágoas complacentes
Num semblante protector e ansioso
Na inquietude de sono inconsciente.

Rebeldia geral sobre ténues atitudes
Decifradas com destreza iluminada
Afáveis gestos, aquelas vicissitudes.

Acates exclusivos, só e unicamente
Paralelos em sintonia incondicional
Renovo em mim o que quis somente.

Revigorar a antiga energia esquecida
Descoberta num olhar da cor do céu
E num odor de água de rosa aquecida.

Adentro do meu excelso acatamento
Um sorriso de esperança oferecida
Em exaltação, saio deste isolamento.

Maria Valadas