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11 de março de 2015

Febre dos ventos





Febre dos ventos

Dominou-me a febre dos ventos
turbilhão de pensamentos,
atonia emocional. 

Arrastou-me feito barco à vela,
navegando mares sem cautela
sob chuva torrencial. 

Vesti-me de certezas maquiadas,
sentindo a alma alucinada,
desnorteei meus sentidos. 

mas, ainda em tempo o mar acalmou,
a chuva forte chuviscou,
pela razão fui invadido. 

Então, enfim compreendi,
que entre lágrimas descobri
minhas verdades na viagem. 

Ainda que eu tenha me perdido,
e às vezes parecido sem sentido,
regressei sendo da paz, a própria imagem.

Gil Façanha