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17 de novembro de 2014

Maria,



Maria,

Espalhamos amor por amar o que faz bem para alma; por saber que sem amor não somos nada, por isso, quando parece que não temos nada, sabemos que ainda temos amor,

porque sabemos que o amor não nos abandona, e pelo contrario, nos abraça nos momentos mais difíceis, demostrando seu carinho por aqueles que o ama.

Por amar o amor, somos esquecidos; provados para sermos aprovados.

Por isso passamos por épocas solitárias, esperando um abraço, uma palavra de conforto, olhando para o céu, esperando encontrar esperança;

esperando, mas o dia parece noite, e a noite parece que estamos ainda mais sozinhos.

Por um momento, esquecemos de como somos importantes; que somos cavaleiros; soldados do amor, com a missão de levar o que transborda em nossos corações.

E quando estamos quase desistindo, por causa das feridas que foram abertas, o amor bate em nossa porta, e diz:

Não é o fim.

Porque chegou o tempo de encontrar o que buscou, quando olhou para o céu, e chorou, perguntando:

Onde está, amor?

Por amarmos o amor, e por querermos amor, e por respirarmos amor, e por confiarmos no amor, fomos aprovados.

Por isso, mesmo ainda sendo noite, o sol resplandeceu, revelando que nada é impossível para aqueles que acreditam que o amor é o nosso bem maior;

Por isso, o amor mandou a escuridão embora para nos mostrar a porta;

E por isso, ao passarmos pela porta, encontramos, perto de uma fonte, o amor sentado.

Anderson Gouvêa 
Livro: Cartas