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5 de abril de 2013

Tempo

 
 
 
Tempo
 
Nas etapas que vivemos na vida, não sabemos aonde iremos exatamente chegar.

O tempo, inimigo da angústia, amante da esperança, desfila diante do nosso arregalado e impotente olhar.

Parece que nos mostra com deboche que só ele sabe tudo o que vamos passar. Não adianta questionar, gritar, desfalecer de dor, ser feliz de amor.

O tempo, senhor de todos os dias e horas, é implacável com a pressa, com a ânsia das novas descobertas, com as revelações enlouquecidamente esperadas, com as verdades das grandes promessas.

O tempo, que não sabemos o que é... Se chamamos coisa, homem ou mulher... Esteja você onde estiver.... Você não tem como evitar... Ele está em todos os ângulos que quiser olhar.

Do ponto da estrada onde estou, olhando duas faces... De onde vim... Pra onde vou... Vejo que quase desenha um futuro. Certeza não tenho, não há caminho exatamente seguro.

O torturante tempo, parece querer brincar! Passa quando eu não quero, e quando quero... Brinca de se arrastar.

Tudo bem, você venceu. Esperava não precisar por ti, esperar... Mas o tempo é meu, portanto mais ninguém pode ajudar. Estarei aqui, seguindo os rastros do que parece me pertencer, alimentando a doce ilusão de que algum dia poderei vencer.
... Se convincente o tempo for, eu irei com paciência por ele aguardar... Se paciência eu não tiver.... Que pena... Não há nada que o tempo faça pra me agradar.
 
Gil Façanha