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12 de março de 2013

VIAGEM



VIAGEM

Não preciso de muito
Não desejo tudo
Não busco todos os rumos
Das rodas deste mundo.
Preciso de vinhos e de flores
De música, poesia e de amores...

Meu estar é assim...
Pretensões de jasmim,
Sede de rosas
Incensos e lírios
Queimando perfume e mistério
Vertendo virtudes e anis
Em meu altar,
Em meu jardim
Em mim

Não preciso me inundar de prata
Preciso de sensações aladas
Silêncios e extremos brotando dos dias
Noites vertiginosas
e melodias
Horizontes azuis
Pensamentos libertários
Mistérios do coração da terra
Mistérios do coração do céu
Santuário de alegrias

Não preciso me inundar de ouro
Preciso caminhar por verdes e veredas,
Voar pelo ar e o infinito azul
Astral,
liberdade sem fim...
E eu,
águia a festejar o sol
Agarrar o céu com dedos de fogo
Abrir os olhos com seus raios mágicos
Contemplar o mar,
E prosseguir...
 
 Não preciso me inundar de pérolas
Preciso de um paraíso de calma,
amor
e vestígios de amor
Que pela imagem embriaga

Esvoaçando,
asas invisíveis
Enriquecendo,
completando
Anímica bagagem
A minha fugaz paisagem,
A minha breve viagem
Por este planeta aquático
Simples, assim...

Celeste Fontana