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19 de março de 2013

Corações próximos e distantes...

 
 
Corações próximos e distantes...
 
A falta de diálogo corrompe corações.
Afasta lentamente um do outro, sem perceber tornam-se tão distantes, que mal conseguem se ouvir...
 
Igualmente quando existe ‘o hábito do grito’, onde ao invés de falar com delicadeza e respeito, o que deveria ser uma civilizada conversa, transforma-se em ásperas palavras.
 
Corações tão distantes que mal enxergam a tristeza no olhar do outro. A tristeza da ofensa através do ‘silêncio ou do barulho’.
 
Equívocos, mal entendidos, palavras vãs, pessoas erradas nas horas erradas, tristes resultados de ‘corações distantes’.
 
Um coração quando no outro está, não cede espaço para o orgulho, o egoísmo, o medo do erro.
Serenamente andam de ‘mãos dadas’ enfrentando juntos as turbulências da vida.
É colo, é carinho, é ternura, é respeito, é admiração, é confiança, é segurança, é proteção,  é complemento!
 
A certeza interior de que mesmo distantes um do outro, estão próximos, juntos, unidos pelo pensamento (quando este é recíproco)
 Desfrutando de uma paz silenciosa, onde ambos mesmo tendo consciência que formam um, são dois.
 
O que os leva a acreditar na Grandeza do Silêncio, na Grandeza do Respeito, na Grandeza da Confiança, na Grandeza da Serenidade, na Grandeza de dois corações unidos na Grandeza de Amar.
 
Perceber no olhar de uma pessoa a serenidade e o amor que esta possui é como encontrar um elixir para a alma.
Viver esta união  pelos corações,  absolutamente inteiros um no outro é dádiva dos céus.
 
Em corações próximos, compreendem-se palavras não ditas, olhares se ‘comunicam’ e se traduzem, gestos silenciosos são revelados sem no outro tocar.
Constituem uma Essência única sem perder a própria.
Pode-se dizer até que alcançam uma união tão elevada e tão única, que estão acima do bem e do mal.
Infelizmente, raros são os que vivem assim, e menos ainda: entendem!
 
Autoria
Gênice Suavi