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22 de janeiro de 2013

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e eu sou aquela que passa devagar
a quem o vento agita
e tira do lugar
E eu sou a trova que encanta
a olhar que em ti descansa
a carne que se abalança
procurando um refúgio

E eu sou o augúrio
da madrugada
que chega ventosa e molhada
mas transpirando vida

E eu sou a fenix renascida
a que tu mataste antes do tempo
Sou a tua maior angústia
e o teu maior pesadelo

Sou aquela a quem não soubeste amar
mas que apenas por a pensares
te tira do lugar
sem sequer te tocar
te mordisca a pele
e se insinua
a quem tu tomas nua
plena e inteira

E eu sou do mar a companheira
essa onda que se forma
cresce
ganha uma força imensa
e no auge da sua loucura
vem morrer branda aos teus pés...!

são reis