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20 de outubro de 2012

REPETIÇÃO



REPETIÇÃO
 
 Quão simplórias são as minhas palavras
Ecoadas no clamor triste do vento
Que de mim espera os meus lamentos
Os meus segredos que não consigo contar
 
 Fragmentos de mim intensamente
Estão a passear sem nada encontrar
Porta oca, madeira de segunda classe
Rompendo-se com qualquer batida
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Ouço o som da Natureza
O silêncio desanimador em mim
E a inutilidade do pensamento vão
Valorizando o breu que tateio
Sem reação de dor ou receio
 
 Tudo é a repetição do que fui
Tudo será a repetição do que sou
Não inovo,não exploro,não devoro
 
 Não devoro com ardor
Tampouco com amor
A vida e seu espaço
Traduzida em seu
Fantástico compasso
À espera apenas de um terno abraço.

Patrícia Pinna