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14 de agosto de 2012

Solidão velada

Solidão velada

Descobrir-se sozinha quando se pensava amada.
Sentir o frio arrepiar o corpo, gelar a alma.
Lágrimas que rolam desejos que não tens.
Uma tristeza pura e funda
Capaz de ofuscar-lhe os olhos.
A dor de saber-ser triste.
A expressão do olhar de quem um dia sonhou amar.
Ninguém por perto para oferecer-lhe o ombro.
Palavras nada expressam...
Há somente o sentimento,
A busca do aconchego, a paz.
Sonhar com um amor nos cega.
Mais vale amar sem sonhos.
Cada instante...
Seja pouco ou eterno...
Momentos de alegria, são só momentos...
Passam...
Deles...
Fica a saudade.
Incomoda, faz sofrer...
Impulsionando, redirecionando o desejo.
Quando menos se espera,
Abre-se o coração a vida.
Ficam as lembranças,
Partes solidificadas...
Uma necessidade intrínseca de amar!

Wanderlúcia Welerson Sott Meyer