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12 de julho de 2012

Ser errante.


Ser errante.

Assim sou eu longe de ti...
Fico andando no nada, vagando por aí.
Um ser errante sem luz, sem calor
sem poder doar amor.
Sem desejo de amar e dentro do peito
nasce um louco sufocar.
Um grito que cala na garganta
o errante do nada cantar.

Sem arte para
um simples ato de amar.
Sem gosto de sentir, um cego sem
olhar sem guias para levar.
Longe de ti sou corpo sem direção,
sem calor e expressão.
Um ser que vaga no mundo
um lamento no coração.
A dor que cala a boca que
jamais fala da vontade de viver.

Assim sou eu longe de ti...
Um errante sem
vontades sem coração para
entregar ou doar felicidade.
E como errante que sou
meu corpo esquece o teu.
Meu prazer já esqueceu como é bom
ter teu gosto junto ao meu.
Longe de ti perco a paz, a
alegria do desejo do sentir.
Um ser errante sem vontade de viver
“assim sou eu longe de ti”

Marisa Torres
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