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31 de julho de 2012

Alma no vento

Alma no vento

Hoje acordei como o vento
vento frio que a pele arrepia
que forte, estremece e domina
rompendo tudo, só, sem lamento
Sei que sou criança que chora
fujo e sonho com que não sei
visto asas, mergulho à flora
sempre na trilha, buscando ninguém
Mas do mesmo modo que Peter virou Pan
vôo acordada, nascida, na manhã
esperança suave de vida repentina
tranças e nós, viagens, cortinas
Sempre sorrisos, largos, intensos
tenho em mim a vontade do tudo
escondo a agulha feito palha ao vento
num infinito e mágico absurdo
E o mesmo vento continua me abrindo
mas sempre saberei quem sou
sou dor, febre, caminho
simplesmente alma, luz e som
E nas asas dessa doce loucura
levo no peito a paz que mereço
na solidão sã de alguém que procura
apenas amor, brisa, recomeço...

Ka Santos