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17 de fevereiro de 2012

Serei eu como o vento?

Serei eu como o vento?

Ou vento será como eu
inconstante e temperamental?
Às vezes sopra brando às
vezes vem num vendaval.
Avança em mim uma força que
vem como ventania.
Cortando as esperanças um frio em mim
aponta tirando em
mim a alegria.

Tão claro e visível este vento
aparece como um desejo latente.
Atiça e sopra brando em mim
uma mulher tão ardente.
E como porta sem fechadura
vem numa insanidade
deixando-me tão insegura.
Num sorriso passageiro me percorre
da alma ao ventre, como um
olhar distante me incendiando
a mente.

Serei eu como o vento
ou vento será como eu?
Eu choro no passar do vento
e o vento passa a chorar.
Vem numa grandeza tamanha
no meu rosto tocar...
Fingindo passar distante dá
bom-dia risonho na minha
face brilhar .

Marisa Torres