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7 de fevereiro de 2012

VOANDO BAIXO

VOANDO BAIXO

Me curvo diante da sabedoria da naturza!
Deitada na areia da praia, sentindo um vento forte e ouvindo a melodia das ondas do mar, pude ver uma pequena borboleta voando tão baixo, que quase tocava o chão.
Levando em conta a força do vento naquele momento, entendi o porquê de uma criatura alada se limitar a tão pouco, se a possibilidade é o céu.

Quando a ventania tiver o poder de quebrar suas asas, te tirando para sempre a possibilidade de voar... Voe baixo, respeite seus limites. Não seja arrogante ou imprudente. Não vá onde suas asas não terão forças para trazê-lo de volta a salvo.
Voe baixo... Mas voe sempre... Sempre na expectativa de ventos melhores, onde suas asas possam, não apenas levá-lo, mas mantê-lo lá... Quando achar o lugar.
Não há ventania que dure para sempre. Os ventos sempre mudam.

Gil Façanha