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29 de janeiro de 2012

MUDANÇAS...


MUDANÇAS...

Quero hoje fazer algumas mudanças em minha vida,
Não quero mais tropeçar em lembranças que me causaram ferida.
Preciso urgentemente, minha esperança reconquistar.
Esquecendo-me de tudo que um dia puderam fazer os meus olhos chorar.

O problema é que quanto mais mexo,
Mais entulho guardado, escondido aparece...
Chego a murmurar bem baixinho,
Como se estivesse a fazer uma prece.

Como pude por tanto tempo,
Muita tralha e lixo assim guardar,
Que hoje como fantasmas,
Ao meu entorno se põe a dançar?

Parecem testemunhas mortas,
De tudo que um dia, tive, mas perdi.
Planos, sonhos, amores,
E as recordações do que já vivi.

São como ecos reverberantes,
Que parecem multiplicarem-se num instante.
Fazendo-me até esquecer,
Do que eu deveria então fazer.

Ao arrastar uma pilha de trecos e esquifes,
De dentro do meu coração,
Cada qual envolvendo uma história,
Trazendo de volta uma recordação.

Olho no espelho da minha alma,
Vejo meu reflexo, espectro sem rumo.
Sendo esse o exato momento,
Que sinto a necessidade de me encaixar nesse mundo.

Parece que um doce perfume, aos poucos invade impregnando o ar,
Trazendo à minha vida um novo sentido, pois voltei a acreditar.
As feridas das tristes lembranças começam aos poucos, cicatrizar,
O segredo foi que encontrei o que precisava pra minha vida mudar.

Luciene Martins Tanaka (L.M.T)