.

11 de setembro de 2011

O TEMPO


O TEMPO

O tempo às vezes escraviza
E não dá oportunidade
De dizer o que se quer
Na hora que se deseja;
Como elogiar um amigo,
Agradecê-lo por um carinho...
O tempo tem a capacidade
De tornar o ser humano vulnerável,
Principalmente
Quando as lutas do mundo o pressionam,
Ou quando sua mente
Se esvazia de Deus
E enche-se dos sofrimentos humanos.
O tempo não perdoa
Quando se faz tudo errado,
Ainda que por um instante
Pense-se em recuar...
Contudo antes por não avaliar os prejuízos,
Nem as angústias que causaria aos outros
Com atitudes impensadas,
Tudo parece irreparável;
Mas apesar de se perceber que errou,
Custa-se a entender
Que o tempo em algumas circunstâncias
Pode favorecê-lo,
Quando com todo entusiasmo e anseio
Compromete-se a transformar
Os desacertos em condutores do bem;
Encaminhando os frutos das próprias falhas
Aos caminhos da verdade e do discernimento.
Também o tempo tem o poder de anular
Quando não se dá a devida atenção
A quem se interessa por si,
Mesmo quando as lutas os impedem
De ouvir,
Mesmo quando os contratempos os aprisionam
Sem lhes dar condições de entender
E de enxergar;
Pois este mesmo tempo
Pode não ser generoso
Quando se compreender que foi rude,
Pois seus atos podem já não surtir o mesmo efeito...
O tempo os minimiza
Quando se sofrem dores,
E remoem mágoas;
Como os maximiza
Quando se comemoram vitórias
E vencem obstáculos.
O tempo deve ser sempre
Uma prioridade na vida,
Pois ele pode ser um valioso aliado,
Como pode também ser um inimigo perigoso.
O tempo nem sempre é suficiente
Quando se está com pressa,
E nem sempre é eficiente
Quando se está ocioso...
O tempo tem o poder momentâneo
De cobrar por ações
Que sequer são lembradas;
E tem o poder duradouro
De relembrar fracassos
Que jamais se esquecem...

Joana Rodrigues