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14 de agosto de 2011

ESCOLHAS




























ESCOLHAS

Minha escolha não foi dada
Segui em suave perigo
Fiz da dor, Abrigo
E plantei minhas flores na calçada

Esse sofrimento breve
Que nem todos podem ver
Ficaram ali escondidos
Nos muros largos
Nos rasos buracos
Nos dias perdidos

Não eram dores algozes
Nem sangravam em prantos
Eram apenas escolhas
Eram sonhos em folhas
Que viraram enganos

E os gritos calados
Que coloquei nos colchões
Foram virando retratos
De noites vividas
De preces escondidas
Em canções

E as gotas que caíram
Dos olhos avermelhados
Viraram pedaços de vidro
Azuis, contidos
Explodindo em risos claros

E mesmo assim
No meio desse laço
Renasço todo dia
Reluzo em agonia
Busco a luz
E me refaço

Porque minha escolha
Foi apenas
Não tê-la...
E assim
Em pleno amor
Ainda
Vivê-la...

Ka Santos