.

6 de agosto de 2011

DESPIDA DE MIM



DESPIDA DE MIM

Despida das minhas fantasias,
caminhando em mar revolto de incertezas,
transformei minhas noites em dias.
Abri os olhos da minha alma
buscando ver o que instiga a minha frágil emoção.
Me encontrei procurando amor...
O silêncio dentro de mim,
já não permitia o eco de sentimentos fugazes.
Cada partícula era composta,
por necessidades de plenitude.
Na introspecção busquei perceber,
que a medida que fui vivendo
teci laços que não precisam ser rompidos,
mas outros precisam existir para dar sentido à vida.
Desvalida até mesmo de sonhos inacabados,
outra vez me encontrei procurando amor...
Um amor compartilhado,
perceptível na mesma vida,
na mesma história,
nos mesmos sentimentos,
nos mesmos desejos.
Despojada das minhas alegrias
percebi que a estrela mais próxima de mim,
até então, de brilho tão natural,
sentida por meu coração,
foi se tornando distante...
Agora, a opacidade da sua luz,
já não reflete minha alma.
Com a outra metade incompleta,
percorro caminhos e sonhos,
levando apenas fragmentos
do que não foi vivido com verdade.
Na tentativa de que o calor de um novo sol
e a claridade de um novo dia,
me possibilite desnudar meus sentimentos,
desejo ver na transparência de um amor possível
reflexos de uma feliz realidade.

Lenilce Azevedo