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25 de abril de 2011

“O que quero?”


Abrir o invólucro, que guarda
meus sonhos mais secretos...
Que o vento se encarregue de soprá-las
para longe, e por seqüela traga a brisa da calma...
Necessito de um amor impetuoso,
Aceso, que me ponha em chamas...
Mas que me acolha no peito na
calmaria que se segue...
Que me arranque os pés do chão,
estimulando-me a voar sem medo do inusitado
Mas, proporcione porem pouso seguro.
Quero seguir o rumo dos ventos sem indagar
o pondo de chegada.
Ter firmeza nas atitudes...
Deixar de molhar o asfalto quente do coração
com o acido das minhas lagrimas que
sulcam a argamassa, ferindo a alma...
Necessito não desejar, e desejar até à exaustão.
Equilibrar a fantasia, com o não menos
relevante prisma realista.
Anseio não carecer de coisa alguma,
Estar plena e satisfeita é o que quero.

Glória Salles