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7 de novembro de 2010

SOU O QUE SOU


Sou o que eu sinto
o avesso de mim
o que o olho não vê

Sou a minha verdade
o que posso perceber
sem precisar um porque

Sou a minha emoção
o meu infinito
o meu limite

Sou a minha razão
o espelho do meu interior
vivendo o que a vida me permite

Sou a minha liberdade
de viajar pelo universo
que existe dentro de mim

Sou o que sou
é a minha essência
que faz a minha existência

Sou a minha prece
a fé que me sustenta
a coragem do momento

Sou o que eu creio
e por inteira assim eu sou
não me divido ao meio

Sou assim e me aceito
da forma que eu me vejo
sem me cobrar um ser perfeito

Que ninguém me invente
e nem por um momento
me deseje diferente

Pois embora o meu avesso
somente eu conheça
o que eu sou, é o meu endereço

Célia Jardim