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11 de outubro de 2010

Natureza


Por que judias tanto de mim?
De todas as certezas
Que o homem na sua ganância
Não mede consequências.
Por que me tratas assim?

Em meus rios corre a vida
Neles, gero seu alimento
Em troca, lança seus dejetos, seus lixos,
Causando grande tormento.

Temo que um dia possa ser tarde demais,
Por tamanha destruição
Você com seus mandos e desmandos
Está caindo em desgraça.
Destruindo tudo que acha
Perdendo a razão.

Meus pulmões já estão manchados
Pelos gazes que me sufocam
Pelas queimadas em minhas florestas
Ei, seres humanos, por que não se tocam?

Meus ursos polares quase não têm o que comer,
sua alimentação tão escassa...
Nos oceanos matam minhas baleias
Por que tanta desgraça?

Te dou o perfume das rosas
Promovo até a cura de suas doenças
Dou tudo que possa precisar
Pare um minuto e pense:
É vantagem me prejudicar?

Sebastião Donizeti Eugênio
Mairiporã - SP