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18 de outubro de 2010

DÁGUIMA VERÔNICA DE OLIVEIRA:


“POESIA PARA MIM É VIVER”

Dáguima Verônica de Oliveira é professora de História Geral, divorciada e mãe de três filhos. Mineira, nasceu e reside em Santa Juliana/MG.

Em se tratando das emoções, uma pessoa apaixonada pelas letras, seja na prosa ou na poesia. Nunca escreveu profissionalmente, embora escrever para ela seja um prazer indomável. Ama fazer versos.

Dáguima costuma dizer o seguinte: “Degustar versos me leva ao encontro de uma alegria prazerosa, repleta de paz e emoção: Uma verdadeira terapia! A poesia que me seduz é aquela que me provoca emoção, por menor que seja, e proporciona algum tipo de mudança, mesmo que momentânea".

E prossegue, dizendo o seguinte:

"Por tudo isso não tenho um gosto exclusivo. Para escrever opto, mais ou menos, pela métrica do cordel, embora nem sempre sigo à risca o esquema rítmico proposto no mesmo. Amo trovas e haikais. Também gosto de rabiscar a poesia livre. Raramente faço um soneto...Na verdade escrevo a emoção, seja ela em qualquer estilo. Resumindo: POESIA para mim é viver!!”.

Às vezes vento selvagem, outrora sou brisa...
Sou emoção...
...eu sou poesia!...

No silêncio do meu grito
ouço a voz da solidão...
Nos meus versos deixo escrito
como está meu coração.

Essa trova me define...

Não quero viver em vão,
quero o avesso dessa malha,
tricotar com minha mão
o reverso da medalha.

Trova premiada em Curitiba – 2010
Eu me lembro, com saudade,
da madrugada de outrora,
mamãe, na extrema bondade:
-“ Filha acorda, está na hora.”

Email:
veropoesia1@yahoo.com.br

Sites:
http://www.falandodetrova.com.br/site/D%C3%A1guima%20Ver%C3%B4nica
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http://recantodasletras.uol.com.br/autor.php?id=58839
*
http://daguimaveronicadeoliveira.blogspot.com/
*
http://veroversejando.spaceblog.com.br/

VIDA SERTANEJA

O cantar dos passarinhos
borbulhando em minha mente
numa saudade eminente
traz de volta os meus caminhos.
No quintal velha mangueira
dando sombra à churrasqueira
o lazer dos meus vizinhos.

Nas cordas do violão, mora
o fio de toda emoção
arrochando o coração
fazendo gemer quem chora.
Lá na porta da cozinha
suspira fundo a mãezinha
lembra alguém que foi embora.

A fumaça dribla o choro
da moçada no quintal
vão disfarce, não faz mal,
desse jeito dá namoro.
Sertanejo tem na raça:
- É na dor que vem a graça
da fortaleza de um touro.

Essa vida do sertão
cobre o leito do presente
abrigando a minha mente
com coisas do coração,
mesmo assim eu passo frio
tenho meu leito vazio
não tem corpo essa ilusão.

Dáguima Verônica de Oliveira