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28 de setembro de 2010

AUSÊNCIA


Na sombra da silente solidão,
Deixei nas tuas mãos meu coração.
O amar que te doei por gratidão;
O amor que te jurei em confissão.

Quem sabe você guarda o meu presente,
Que me faz seguir sozinho, estar ausente.
Amor, paixão, ternura e meus momentos...
Deixei no coração, tudo ali dentro.

E sigo sem nenhum dos sentimentos...
Vivendo, simplesmente, sem tormentos;
Fazendo dessa vida a todo tempo...
A soma de um infinito passatempo.

E é certo... Eu fiz questão de me perder
De cores, sensações, do meu querer;
Deixei tudo de mim... só pra você;
Deixei meu coração pra me esquecer!

Adriano Hungaro