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23 de fevereiro de 2010


O SORRISO DA ALMA (*)

A alma sorri sem mácula, sem lama.
E acaricia os olhos e a face
de quem ama.

O Rio lava minha alma leve,
mergulho o olhar silencioso no crepúsculo
e sinto ao pôr-do-sol
o cheiro da água morna e calma.

O espelho d’água do Rio reflete
a vida de uma bela mulher morena
embora efêmeros são os reencontros.

O frêmito e o êxtase de amar
esconde-se num refúgio além da ponte
na terceira margem de um grande Rio...

A visão magnífica da imensidão das águas
abre largo sorriso no poeta-pássaro
e a vida ávida flui plena através do Rio.

Após a travessia minhalmalada, ri.

Ri-alma!

Ao final do caminho,
do destino, da viagem
atravesso o uni-verso
e conquisto a outra margem.
A asa do coração-saudade
voa ao teu encontro
Alma-Irmã!

- Eugenio Santana -

GUARDIÃO DA UTOPIA
http://asasdamemoria.blogspot.com/